Now my heart is
Returned to sister winter
Tuesday, December 25, 2007
Thursday, December 20, 2007
"- Acerca-te de mim! - soprou ao ouvido de Govinda. Inclina-te mais! Mais ainda. Chega-te para bem perto de mim! E agora me dá um beijo na testa, ó Govinda!
Govinda pasmou-se, mas, atraído por sua grande afeição e por algum pressentimento, obedeceu ao desejo de Sidarta. Achegando-se a ele, imprimiu-lhe os lábios na fronte. E nesse instante aconteceu-lhe qualquer coisa singular. Enquanto os seus pensamentos ainda se detinham nas palavras estranhar, proferidas por Sidarta; enquanto seu espírito se esforçava, relutante e improficuamente, por eliminar tempo e por representar-se a unidade de Nirvana e Sansara; enquanto no seu íntimo certo desdém pelas opiniões do amigo se debatiam com irrestrita ternura e reverência, deu-se com o ele o seguinte fenômeno:
Govinda já não enxergava o semblante de Sidarta, seu companheiro. Em vez dele via outros rostos, inúmeros, toda uma fila, uma torrente de rostos, centenas, milhares, que todos eles apareciam, sumiam e todavia davam a impressão de estar presentes simultaneamente, rostos esses que a cada instante se modificavam e renovavam e, contudo, eram sempre Sidarta. Via a cabeça de um peixe, uma carpa, com a boca semi-aberta em infinita dor, peixe agonizante, de olhos vidrados. Via o rostinho de uma criança recém nascida, vermelho, enrugado, a ponto de chorar. Via a fisionomia de um assassino, no momento em que varava com a faca o corpo de sua vítima e, ao mesmo tempo, via esse criminoso a ajoelhar-se, algemado, para que o algoz o decapitasse com um só golpe de terçado. Via os corpos desnudos de homens e mulheres, entrelaçados em posições e embates de desvairado amor. Via cadáveres prostrados, imóveis, gélidos, vazios. Via cabeças de animais, de javalis, crocodilos, elefantes, touros, aves. Via divindades, Crisna, Agni... Via todos esses vultos e rostos ligados entre si por milhares de relações, cada qual a acudir o outro, a amá-lo, a odiá-lo, a destruí-lo, a pari-lo de novo. Cada qual expressava o desejo de morres, era apaixonada e dolorosa a profissão de efemeridade e, no entanto, não morria, apenas se modificava, renascia uma e outra vez, tomava aspectos sempre diversos, sem que o tempo se intercalasse entre uma e outra configuração. E todos esses rostos repousavam, flutuavam, geravam-se mutuamente, esvaíam-se e confundiam-se."
mais uma vez, tudo se entrelaça
Govinda pasmou-se, mas, atraído por sua grande afeição e por algum pressentimento, obedeceu ao desejo de Sidarta. Achegando-se a ele, imprimiu-lhe os lábios na fronte. E nesse instante aconteceu-lhe qualquer coisa singular. Enquanto os seus pensamentos ainda se detinham nas palavras estranhar, proferidas por Sidarta; enquanto seu espírito se esforçava, relutante e improficuamente, por eliminar tempo e por representar-se a unidade de Nirvana e Sansara; enquanto no seu íntimo certo desdém pelas opiniões do amigo se debatiam com irrestrita ternura e reverência, deu-se com o ele o seguinte fenômeno:
Govinda já não enxergava o semblante de Sidarta, seu companheiro. Em vez dele via outros rostos, inúmeros, toda uma fila, uma torrente de rostos, centenas, milhares, que todos eles apareciam, sumiam e todavia davam a impressão de estar presentes simultaneamente, rostos esses que a cada instante se modificavam e renovavam e, contudo, eram sempre Sidarta. Via a cabeça de um peixe, uma carpa, com a boca semi-aberta em infinita dor, peixe agonizante, de olhos vidrados. Via o rostinho de uma criança recém nascida, vermelho, enrugado, a ponto de chorar. Via a fisionomia de um assassino, no momento em que varava com a faca o corpo de sua vítima e, ao mesmo tempo, via esse criminoso a ajoelhar-se, algemado, para que o algoz o decapitasse com um só golpe de terçado. Via os corpos desnudos de homens e mulheres, entrelaçados em posições e embates de desvairado amor. Via cadáveres prostrados, imóveis, gélidos, vazios. Via cabeças de animais, de javalis, crocodilos, elefantes, touros, aves. Via divindades, Crisna, Agni... Via todos esses vultos e rostos ligados entre si por milhares de relações, cada qual a acudir o outro, a amá-lo, a odiá-lo, a destruí-lo, a pari-lo de novo. Cada qual expressava o desejo de morres, era apaixonada e dolorosa a profissão de efemeridade e, no entanto, não morria, apenas se modificava, renascia uma e outra vez, tomava aspectos sempre diversos, sem que o tempo se intercalasse entre uma e outra configuração. E todos esses rostos repousavam, flutuavam, geravam-se mutuamente, esvaíam-se e confundiam-se."
mais uma vez, tudo se entrelaça
Friday, December 14, 2007
vinha a cerração engolindo a cidade, devorando pouco a pouco as casas... as coisas mudaram, e é sempre tão triste ver tudo diferente. mas afinal a felicidade é um estado momentâneo supervalorizado e tão doloroso quanto essa tristeza.
o meu corpo - tão velho e sujo e feio - parado, sem vida. me vendo hoje não me reconheço. gostaria de alguém a quem pudesse perguntar se esse sou eu, se realmente sou assim. mas não adianta, tem que ser eu – ainda sinto aquele formigamento nos dedos que tenho desde criança.
o meu corpo - tão velho e sujo e feio - parado, sem vida. me vendo hoje não me reconheço. gostaria de alguém a quem pudesse perguntar se esse sou eu, se realmente sou assim. mas não adianta, tem que ser eu – ainda sinto aquele formigamento nos dedos que tenho desde criança.
Sunday, November 25, 2007
Saturday, November 24, 2007
Saturday, November 10, 2007
Friday, November 09, 2007
Hora
é hora de confessar.
lucio ficou tanto tempo acreditando nas coisas que sabia não poderem ser verdade. lucio se perdeu. é hora de confessar que não se é amado. e é hora de confessar que isso faz falta.
não há dor maior que a de sentir sozinho - o lobo da estepe. a verdade que lucio não pode mais ignorar é que ninguem faz falta, não fazes falta a ninguém.
lucio não pode ignorar o fim na hora de confessar. já é hora de fim.
lucio ficou tanto tempo acreditando nas coisas que sabia não poderem ser verdade. lucio se perdeu. é hora de confessar que não se é amado. e é hora de confessar que isso faz falta.
não há dor maior que a de sentir sozinho - o lobo da estepe. a verdade que lucio não pode mais ignorar é que ninguem faz falta, não fazes falta a ninguém.
lucio não pode ignorar o fim na hora de confessar. já é hora de fim.
Saturday, November 03, 2007
just nod if you can hear me
Quatro e meia da manhã...
The child is grown, the dream is gone.
I have become comfortably numb.
The child is grown, the dream is gone.
I have become comfortably numb.
Sunday, October 28, 2007
Saturday, October 20, 2007
Friday, October 12, 2007
Friday, October 05, 2007
Friday, September 21, 2007
Saturday, September 08, 2007
Saturday, August 25, 2007
Friday, August 17, 2007
Saturday, August 11, 2007
Saturday, August 04, 2007
Saturday, July 28, 2007
Monday, July 23, 2007
Tuesday, July 17, 2007
desidero
Tem vezes que bate um certo desespero, e as coisas parecem mais complicadas do que realmente são. E a verdade aparece, para logo depois se esconder, e já não há mais verdade, nem nada.
Tem vezes que tudo é tão simples - tão, tão simples. Que tudo é justificável e fácil. Que só a há solução, que não há problema. E tem horas que o mundo conspira e engana. E tem horas que vivo as dusa faces da realidade [Qual porém é a verdadeira/E qual errada, ninguém/Nos saberá explicar]
Tem vezes que tudo é tão simples - tão, tão simples. Que tudo é justificável e fácil. Que só a há solução, que não há problema. E tem horas que o mundo conspira e engana. E tem horas que vivo as dusa faces da realidade [Qual porém é a verdadeira/E qual errada, ninguém/Nos saberá explicar]
Monday, July 16, 2007
"Para trás não conduz a nenhum caminho, nem para o lobo nem para a criança. No princípio das coisas não há simplicade nem inocência; tudo o que foi criado até o que parece mais simples, já é culpável, já é complexo, foi lançado ao sujo torvelinho do desenvolvimento e já não pode, não poderá nunca mais, nadar contra a corrente. O caminho para a inocência, para o incriado, para Deus, não se dirige para trás, mas sim para diante; não para o lobo ou a criança, mas cada vez mais para a culpa, cada vez mais fundamente dentro da encarnação humana. Nem mesmo com o suicídio, pobre Lobo da Estepe, te livrarás realmente das dificuldades; tens de recorrer o caminho mais largo, mais penoso e mais difícil da humana encarnação; frequentemente terás de multiplicar a tua multiplicidade, complicar ainda mais a tua complexidade. Em vez de reduzir o teu mundo, de simplificar a tua alma, terás de recolher cada vez mais o mundo, de recolher no futuro o mundo inteiro na tua alma dolorosamente dilatada, para chegar talvez algum dia ao fim, ao descanso."
Saturday, July 14, 2007
Thursday, June 28, 2007
Sunday, June 24, 2007
Not one bit ashamed
I invested it all, you threw in a dime
It's not good enough, it's not good enough
I ran half marathons, and you ran a mile
It's not good enough, it's not good enough...
You gave up on easter, for your vegan chums
It's not good enough, it's not good enough
You gave up on cigars, and still you smoke like a lum
It's not good enough, it's not good enough
I gave up on my liver, trying to keep up
It's not good enough, it's not good enough
I gave up half of my heart, and you gave a half-hearted shrug
It's not good enough, it's not good enough...
You're not one bit ashamed
Not one bit ashamed
You're not one bit ashamed
Not one bit ashamed.
It's not good enough, it's not good enough
I ran half marathons, and you ran a mile
It's not good enough, it's not good enough...
You gave up on easter, for your vegan chums
It's not good enough, it's not good enough
You gave up on cigars, and still you smoke like a lum
It's not good enough, it's not good enough
I gave up on my liver, trying to keep up
It's not good enough, it's not good enough
I gave up half of my heart, and you gave a half-hearted shrug
It's not good enough, it's not good enough...
You're not one bit ashamed
Not one bit ashamed
You're not one bit ashamed
Not one bit ashamed.
Friday, June 22, 2007
(re)descobrindo
impulsos eletricos demais para meu gosto.
afinal, nada é na quantia exata do meu gosto.
pelo menos eu tenho alguma coisa pra me divertir.
afinal, nada é na quantia exata do meu gosto.
pelo menos eu tenho alguma coisa pra me divertir.
Sunday, June 17, 2007
In the Lonesome Town
In the town of broken dreams,
The streets are filled with regret.
Maybe down inLonesome Town,
I can learn to forget.
Maybe down inLonesome Town,
I can learn to forget.
alias, finalmente copiei o cd.
The streets are filled with regret.
Maybe down inLonesome Town,
I can learn to forget.
Maybe down inLonesome Town,
I can learn to forget.
alias, finalmente copiei o cd.
Saturday, June 16, 2007
Clichês
Pourquoi suis-je né
Pourquoi je vis
Le réveil a sonné
C'est encore aujourd'hui
so para mim as ansias se diluem e não possuo mesmo quando enlaço
Pourquoi je vis
Le réveil a sonné
C'est encore aujourd'hui
so para mim as ansias se diluem e não possuo mesmo quando enlaço
Saturday, June 09, 2007
Saturday, May 26, 2007
Friday, May 18, 2007
Friday, April 27, 2007
Sunday, April 22, 2007
you´re the god of everything
-as vezes eu 'exteriorizo' meus sentimentos, e é como se eu não sentisse nada - mas sei que eles estão lá; mesmo agindo como se eles fossem irreais, entende?
-ah, sim, você atua.
eu atuo?? não tinha pensado assim... será...?
-ah, sim, você atua.
eu atuo?? não tinha pensado assim... será...?
Friday, April 20, 2007
aqui jaz o sol
acordei com a enorme sensação de vazio - que eu sempre tento preencher com coisas tão superficiais.
não é suficiente saber palavras, saber frases formadas, saber pensamentos não é suficiente para extravasar. os pensamentos continuam assim - aqui - presos.
De que ME serve o quadro sucessivo de imagens externas a que chamamos mundo?
não é suficiente saber palavras, saber frases formadas, saber pensamentos não é suficiente para extravasar. os pensamentos continuam assim - aqui - presos.
De que ME serve o quadro sucessivo de imagens externas a que chamamos mundo?
Friday, April 13, 2007
Saturday, April 07, 2007
man in black
"Como? Ah, claro. Mesmo assim, eu não chamaria isso de amor. Melhor, talvez, uma espécie de compreensão. De repente, eu entendi uma porção de coisas: entendi minha própria vida, entendi o avô e sua vida, o futura das crianças, a vida que virá depois desta, e já não sei mais o quê."
as coisas andam engraçadas. no minimo, engraçadas. talvez essa não seja a melhor palavra, mas serve.
as coisas andam engraçadas. no minimo, engraçadas. talvez essa não seja a melhor palavra, mas serve.
Tuesday, April 03, 2007
Friday, March 30, 2007
Saturday, March 24, 2007
Monday, February 26, 2007
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